terça-feira, 5 de julho de 2016

NOTÍCIAS O OPINÓLOGO - RONALD LEVINSOHN * NÃO SOBRA "UM", E A CORRUPÇÃO IMPERA NO BRASIL. PROFESSORES NÃO PAGOS, FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS, E ALUNOS PREJUDICADOS. O QUE MAIS QUEREM FAZER? ESPERO QUE TODOS VÃO PARA A CADEIA, O QUE DUVIDO MUITO!!!


Quinta-feira, 07 de julho de 2016
Gestores dizem que a prioridade é pagar todo o passivo trabalhista



CLIQUEM: Ex-dono da UniverCidade Ronald Levinsohn também é réu na operação Recomeço


Segunda-feira, 04 de julho de 2016

Imagem: OPINÓLOGO / Diego Francisco / Arquivo
Prédio A da unidade Ipanema, durante
manifestação de professores e alunos.
Na ocasião, uma bomba tinha sido
jogada da parte mais alta,
para espantar os manifestantes.
Ronald Levinsohn

Quase ninguém sabia. Mas, o ex-dono do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) estava preso temporariamente. Ele é réu na operação Recomeço, que apura um suposto esquema de desvio de dinheiro que causou prejuízos de R$ 90 milhões ao Postalis e Petros, fundos de pensão dos Correios e da Petrobras, respectivamente, informou o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF-RJ).

Até então, a suposição era de que ele não seria vinculado às acusações, uma vez que quando o grupo Galileo Educacional vendeu títulos aos dois fundos de pensão, a UniverCidade não integrava oficialmente essa mantenedora.

Por decisão da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que acolheu na íntegra a denúncia do MPF-RJ, os passaportes do empresário e de outros nove acusados foram recolhidos. A fiança estipulada é de R$ 8,8 milhões. Ele é acusado de supostos crimes de: associação criminosa; contra o sistema financeiro, ao negociar títulos ou valores mobiliários sem garantia suficiente aos investidores; e de apropriar-se de bens, títulos e/ou dinheiro e desviá-lo para proveito próprio ou alheio na ordem de nove vezes.

No total, 16 pessoas foram denunciadas pelo rombo financeiro aos supracitados fundos de pensão. O ex-acionista majoritário do grupo Galileo Educacional Márcio André Mendes também já havia sido preso, mas não houve divulgação até então. Seu passaporte também foi retido e ele teve fiança estipulada em R$ 8,8 milhões. Ele também é acusado dos mesmos supostos crimes que Ronald Levinsohn. Sobre a parte de apropriar-se de bens, títulos e dinheiros e desviá-lo para proveito próprio ou alheio, por 28 vezes, segundo o Ministério Público. Recente reportagem de ‘O Globo’ dizia que Mendes Costa teve seu nome incluído na lista vermelha (de procurados) da Interpol.

As debêntures

Para o MPF-RJ, Márcio André liderou o suposto esquema de corrupção, ao criar a Galileo SPE, associando-se ao empresário Ricardo Magro, para captar recursos no intuito de adquirir a Universidade Gama Filho (UGF). Entre 2010 e 2011, ele, por intermédio do Banco Mercantil, vendeu R$ 100 milhões em debêntures que foram compradas pelo Postalis e Petros. As mensalidades do curso de Medicina da Gama Filho foram dadas com garantia aos investidores, tendo em vista que era a graduação mais cara. Girava em torno de R$ 3,5 a R$ 4 mil. O referido banco tinha como sócio Marcus Vinícius Mendes Costa, irmão de Márcio André.

O Postalis adquiriu R$ 81,4 milhões em títulos do grupo gestor, enquanto o Petros, R$ 23 milhões. Tais cifram levam a entender que então teriam sido investidos mais de R$ 100 milhões. Os prejuízos de R$ 90 milhões já estão com valores corrigidos.

Só para facilitar o entendimento aos fiéis leitores de OPINÓLOGO: foram criadas duas empresas, uma delas a Galileo Educacional Administradora de Recursos Educacionais (a que prestava o serviço de ensino); a outra era a Galileo SPE (empresa criada com a finalidade de receber as mensalidades). A criação dessa segunda empresa teria sido uma sugestão do Postalis. Para os procuradores do MPF-RJ, esse fundo de pensão ignorou os riscos do investimento, uma vez que a Gama Filho já ia mal das pernas.

“Fica evidente que havia um liame, um concerto de ações entre Márcio André e [o ex-diretor de Investimentos do Postalis] Adilson Florêncio, no sentido de se destinar ao Grupo Galileo recursos do Postalis, pouco importando se o investimento era seguro ou não”, disseram os procuradores da República Márcio Barra Lima e Paulo Gomes em um trecho da denúncia.

Vale salientar a misteriosa origem da mantenedora. Foi criada em maio de 2010 sob o nome de Rio Guadiana Participações Ltda., com capital social de R$ 800 (oitocentos reais), por pessoas que chegaram a ser citadas e/ou investigadas em operações da Polícia Federal e da Receita Federal. O CNPJ, já ‘esquentado’, foi adquirido por Márcio André, que mudou a razão social para Galileo Educacional Administradora de Recursos Educacionais e elevou o capital social para R$ 2 milhões ao final de 2010, para então lançar-se na captação de investimentos que deveriam ter sido utilizados na UGF. Note-se que ele não criou uma nova empresa. Segundo a investigação, os R$ 100 milhões podem ter ido parar nas contas de 46 pessoas físicas e jurídicas no Brasil e no exterior.

Sabe-se também que logo após o descredenciamento da UGF e da UniverCidade, em janeiro de 2014, a atual gestão da mantenedora, que tomou posse oficialmente em 29 de outubro de 2012, requereu judicialmente a anulação da operação de debêntures, por não saber o paradeiro da grana investida pelos fundos de pensão. A troca de acionistas e diretores ocorreu mesmo quando as instituições já eram notícias frequentes sobre a crise financeira e greves por atrasos salariais. A atual direção tenta, inclusive, reverter na Justiça o descredenciamento e a decisão que decretou sua falência. Como se sabe, o grupo Galileo Educacional não possui patrimônio e enfrenta disputas jurídicas sobre os bens das antigas mantenedoras das duas instituições de ensino.

Outros denunciados

Já o empresário Ricardo Magro – ex-sócio do grupo Galileo Educacional e dono da Refinaria de Manguinhos – havia se entregado na semana passada à Polícia Federal, tendo sido preso na ocasião. Ele é réu nos mesmos supostos crimes. Sobre o de apropriar-se de bens, títulos e/ou dinheiro e desviá-lo para proveito próprio ou alheio, por duas vezes.

“Para Márcio André e Ricardo Magro, pouco importava: eles apenas se valeram da figura jurídica que reputavam adequada para lançar as debêntures no mercado, captar e depois desviar criminosamente os recursos dos fundos de pensão”, acusaram os procuradores do MPF-RJ.

Era de conhecimento público que os ex-donos da Universidade Gama Filho (UGF) Paulo Gama e Alfredo Muniztambém estavam presos. O primeiro foi levado durante a deflagração da operação Recomeço, no último dia 24 de junho, enquanto o segundo, se apresentou à Polícia Federal na semana passada. Ambos tiveram fiança estipulada em R$ 4,4 milhões e também são acusados de supostos crimes de: associação criminosa; contra o sistema financeiro, ao negociar títulos ou valores mobiliários sem garantia suficiente aos investidores; e de apropriar-se de bens, títulos e/ou dinheiro e desviá-lo para proveito próprio ou alheio por nove vezes.

Outro ex-sócio da supramencionada mantenedora tinha se apresentado à Polícia Federal recentemente. É Carlos Alberto Peregrino da Silva, acusado dos mesmos supostos crimes. Sobre a questão de apropriar-se de títulos, dinheiro e bens, na ordem de oito vezes.

Roberto Rolland Júnior, advogado de Paulo Gama e ex-sócio do grupo Galileo Educacional, também foi preso no dia 24 de junho, e não teve valor da fiança divulgado e/ou estipulado. Ele é acusado dos mesmos supostos crimes. Sobre o de apropriação de bens, dinheiro e títulos, na ordem de 11 vezes.

Sabia-se também que o ex-diretor do Postalis, Adilson Florêncio da Costa, havia sido preso no mês passado durante a operação do MPF-RJ com a Polícia Federal. Ele teve fiança estipulada em R$ 8,8 milhões. Ele é acusado de suposto crime de gestão fraudulenta. Ele até chegou a ser liberado da cadeia, por conta de uma suposta falha na segurança. Mas, se apresentou em seguida, depois que o engano foi detectado. Menos de dois anos após o Postalis comprar títulos do grupo Galileo Educacional, ele foi, curiosamente, agraciado com um cargo no conselho de administração dessa mantenedora. O cargo de Adilson Florêncio no Postalis teria sido uma indicação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Outros ex-dirigentes do Postalis foram denunciados. São eles: Alexej Predtechensky, Ricardo Oliveira Azevedo, José Carlos Rodrigues Sousa e Mônica Christina Caldeira Nunes. Eles são acusados de suposta gestão fraudulenta de instituição financeira.

Ex-dirigentes do Petros também foram denunciados. São eles: Carlos Fernando Costa, Luiz Carlos Fernandes Afonso, Newton Carneiro da Cunha e Maurício França Rubem. Eles também foram acusados de suposta gestão fraudulenta.

CLIQUEM TAMBÉM ABAIXO:

Empresário foragido, dono de Manguinhos, na lista da Interpol. Ricardo Andrade Magro é acusado de lesar fundos de pensão da Petrobras e dos Correios .   

Além de comandar a refinaria, Magro era um dos sócios do Galileo na época da transação fraudulenta. A Operação Recomeço, deflagrada pela PF e pelo Ministério Público Federal, apurou que o grupo emitiu, em dezembro de 2010, R$ 100 milhões em debêntures, a pretexto de angariar recursos para recuperar a Universidade Gama Filho. O dinheiro captado, segundo as investigações, foi ilegalmente desviado para outros fins, em especial para contas bancárias dos investigados, o que levou à quebra definitiva da Gama Filho, com danos a milhares de estudantes.

CLIQUEM TAMBÉM ABAIXO:

Suspeito de desviar recursos de fundos de pensão se entrega à polícia. Ricardo Andrade Magro era considerado foragido desde sexta-feira (24). Ex-diretor do Grupo Galileo também se apresentou à Polícia Federal.

sábado, 25 de junho de 2016

DONO DA "GAMA FILHO" É PRESO POR DESVIO DE 90 MILHÕES. INVESTIGAÇÃO DE DESVIO DE 90 MILHÕES DOS FUNDOS PETROS E POSTALIS. ONDE ESTARÁ AS INDENIZAÇÕES DOS PROFESSORES E DOS FUNCIONÁRIOS ADMINISTRATIVOS QUE NÃO CONSEGUIRAM RECEBER NA JUSTIÇA?

Os que acompanharam todo o movimento desde 2009, e também o presente Blog, sabem que estamos lutando pela Justiça muito antes disso. Desde 2013 não pagavam os salários em dia. Mas era a UniverCidade.

Após o ingresso do GRUPO GALILEO, piorou. Aí é que deixaram de pagar, unindo a UniverCidade (Faculdade da Cidade) do sr. Ronald Levinshon, com a Universidade Gama Filho, que passaram a ser mantida por este grupo.

Porém, antes tarde do que nunca!

DONO DA  "GAMA FILHO" É PRESO POR DESVIO DE 90 MILHÕES. 

CLIQUEM AQUI

Caçada a dois no exterior

O delegado federal Tácio Muzzi, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), afirmou que dois investigados que tiveram a prisão decretada estão fora do Brasil. 

São eles o dono da Refinaria de Manguinhos, Ricardo Magro, e o fundador do Grupo Galileo, Márcio André Mendes da Costa. O delegado disse que caso não se apresentem em breve, vai emitir um alerta vermelho para que sejam presos pela polícia do país onde estão se escondendo.

Muzzi suspeita que antes da fundação da Galileo, sob a alegada intenção de salvar a Gama Filho da bancarrota, os envolvidos já teriam acertado o golpe com os diretores do Postalis e do Petros. “É possível por conta de somente dois fundos de pensão de estatal terem investido seus recursos num negócio relativamente arriscado. A falta de análise de investimento mais aprofundada ficou patente”, ressaltou.

Rio - O dono da Universidade Gama Filho (UGF), Paulo Cesar Ferreira da Gama, foi preso temporariamente na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal. Juntamente com outras 46 pessoas, ele é investigado pelo desvio de recursos dos fundos de pensão Petros (Petrobras) e Postalis(Correios), que causou um prejuízo superior a R$ 90 milhões aos dois institutos de previdência. Além de Gama, foram presos o ex-diretor financeiro do Postalis, Adilson Florêncio da Costa, e o advogado da família Gama Filho, Roberto Roland Rodrigues da Silva.

Outros quatro envolvidos tiveram a prisão decretada, mas como não foram localizados, são considerados foragidos da Justiça. São eles: o advogado Márcio André Mendes da Costa, fundador e ex-presidente do Grupo Galileo; Ricardo Andrade Magro, dono da Refinaria de Manguinhos e ex-diretor da Galileo, Carlos Alberto Peregrino da Silva, ex-diretor da Galileo, e Luiz Alfredo da Gama Botafogo Muniz, dono da UGF.

Além dos mandados de prisão, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio, São Paulo e Brasília. Segundo o procurador Paulo Gomes, do Ministério Público Federal, a Justiça também bloqueou os bens dos 46 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, no valor de R$1,3 bilhão.De acordo com a investigação, que já dura dois anos e meio, os investigados arquitetaram um plano criminoso para desfalcar os fundos de pensão e usaram a UGF para essa finalidade.

Em 2011, Márcio André fundou a Galileo Administração de Recursos Educacionais para captar recursos no mercado e salvar a Gama Filho da falência. O plano consistia no lançamento de R$ 100 milhões em debêntures, que logo foram adquiridas pelos dois fundos de pensão. O Postalis ficou com 75% (investiu mais de R$ 80 milhões) e o Petros, 22%. Entretanto, o dinheiro foi usado para abastecer a conta dos acusados. 

O golpe culminou com o descredenciamento da Gama Filho, em janeiro de 2014, prejudicando cerca de nove mil alunos e dois mil profissionais da Educação. Piedade, subúrbio do Rio, onde funcionava a UGF, praticamente virou um bairro fantasma. 

Os nomes de vários políticos apareceram no decorrer das investigações como beneficiários do golpe, mas como têm prerrogativas, serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dentro dos recursos obtidos, o pouco investido na Gama Filho foi usado para trazer notáveis para dar palestras na faculdade, como os hoje ministros do STF, Ricardo Lewandosvki e Dias Tofoli, que deram aula magna no local em 2012.



Belos sorrisos nas fotos abaixo !!!   
Cliquem em cima das imagens para ampliar


Há alguns anos atrás quando REITOR da UniverCidade


Já foi Reitor da Faculdade da Cidade



PF investiga desvio de R$ 90 milhões dos fundos Petros e Postalis
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal fazem hoje (24) uma operação para prender sete pessoas suspeitas de desvio de recursos dos fundos de pensão Petros (da Petrobras) e Postalis (dos Correios). Além dos mandados de prisão temporária expedidos pela 5a Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em três estados.

Foi ainda decretado o bloqueio de bens e ativos financeiros - inclusive os localizados no exterior - de 46 pessoas físicas e jurídicas, no valor de cerca de R$ 1,35 bilhão.


Segundo a Polícia Federal, foram investidos R$ 100 milhões dos fundos na empresa Galileo Educacional, através da compra de debêntures (títulos mobiliários), com o objetivo de recuperar a Universidade Gama Filho, no Rio. Mas, quando o Grupo Galileo quebrou, cerca de R$ 90 milhões foram perdidos.

A investigação encontrou indícios de que os investigados desviaram grande parte dos recursos aportados pelos fundos em favor de sócios e pessoas jurídicas, ao invés de contribuir para a recuperação da Gama Filho.

Entre os investigados que tiveram a prisão decretada estão o ex-diretor financeiro do Postalis, Adilson Florêncio da Costa, e os então sócios do Grupo Galileo, Márcio André Mendes Costa e Ricardo Andrade Magro.
(*) Texto alterado às 11h23 para acréscimo de informações
Edição: Kleber Sampaio




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Recursos de Petros e Postalis não foram para Gama Filho, dizem donos atuais


Do DCE - Diretório acadêmico - alunos da "UniverCidade" 


Carta Denúncia contra o Ministério da Educação e o Grupo GalileoEducacional - 30 de Dezembro