quinta-feira, 4 de outubro de 2012

CPI QUESTIONA CONVÊNIOS DA UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES * CPI da Educação Superior privada ouve reitor da Universidade Candido Mendes e representante do Centro Acadêmico de Medicina da Universidade Gama Filho 04/10/2012


CPI QUESTIONA CONVÊNIOS DA UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que investiga denúncias contra as universidades particulares do estado ouviu o professor Cândido Mendes, presidente da Sociedade Brasileira de Instrução, mantenedora da Universidade Cândido Mendes. O professor admitiu o não pagamento do fundo de garantia e do INSS aos professores, e confirmou que tem conhecimento das autuações feitas pelo Ministério do Trabalho. O montante da dívida da entidade de ensino chega a R$ 50 milhões. O presidente da comissão, deputado Paulo Ramos (PDT), acredita que as investigações devem ser voltadas para as relações entre a universidade e as empresas particulares, além dos débitos existentes. "Ficamos com uma dúvida, pois a universidade Cândido Mendes é uma entidade filantrópica, mas tem convênio e contratos com sociedades anônimas, que têm fins lucrativos. Vamos investigar como está acontecendo isso, descobrir quem administra essas empresas e se há repasses para essas entidades", declarou.


O relator da CPI, deputado Robson Leite (PT), solicitou o envio do contrato social das sociedades anônimas ligadas à universidade. "Precisamos saber se essa não é uma relação fraudulenta", afirmou o petista. Cinco novos campi da Ucam foram inaugurados nos últimos cinco anos na Zona Oeste, e 247 professores foram contratados. Robson Leite questionou a ampliação da universidade em um momento de dificuldades econômicas: "Isso é uma incoerência, também vai entrar no relatório". O professor, porém, ressaltou que as aulas são realizadas em prédios alugados: "Não fizemos nenhum grande investimento", disse ele, acrescentando que "essa é a salvação para os problemas financeiros". Segundo ele, os débitos existentes não foram quitados devido ao alto índice de inadimplência dos alunos que, segundo ele, chega a 50% na unidade sede da Ucam. "Sobrevivemos atrasando o fundo de garantia e o INSS", admitiu, ressaltandoque um acordo com o Tribunal Regional do Trabalho define que toda a dívida deve ser paga ao longo de nove anos.

Também compareceu à reunião da CPI o representante do Centro Acadêmico de Medicina da Gama Filho, Diogo Fuser. O estudante apresentou as maiores carências do seu curso, com ênfase nos aumentos de mensalidade sem aviso prévio e na perda de 500 leitos, o que "causa deficiência do saber prático-teórico, prejudicando a formação do médico". "Se houve aumento de mensalidades, e o mesmo não foi aprovado pelo conselho universitário, trata-se de um aumento ilegal", disse Robson Leite, que aguarda a ida do antigo reitor da universidade à CPI para prestar esclarecimentos.
Texto de Bárbara Souza





CPI DO DIA 04 DE OUTUBRO NA ALERJ



 A décima reunião ordinária da CPI da Educação Superior privada na Alerj aconteceu nesta quinta-feira, dia 04 de outubro, sob a presidência do deputado Paulo Ramos (PDT) e relatoria do deputado Robson Leite (PT). Foram depoentes desta reunião ordinária o reitor da Universidade Candido Mendes (Ucam), Candido Mendes de Almeida, e o representante do Centro Acadêmico da Universidade Gama Filho (UGF), Diogo Fuser do Carmo. Também convocado para a oitiva de hoje, o depoimento do representante da UEE-RJ, Igor Mayworm, ficou para o dia 11 de outubro, em virtude do tempo. O reitor começou lembrando que a Ucam é uma entidade filantrópica de 110 anos considerada de utilidade pública desde 1902. Questionado sobre o pagamento de salários, o reitor não se furtou a responder: “70% da nossa arrecadação vai para o pagamento de salários. Então se pergunta como sobrevivemos? Sobrevivemos atrasando o fundo de garantia; sobrevivemos atrasando realmente o INSS; e, evidentemente, com o problema do próprio PIS. Deixamos de pagar, somos inadimplentes, por questão, digamos assim, de sobrevivência”, declarou ele. Dizendo-se surpreso, o relator Robson Leite continuou a perguntar sobre diversas questões trabalhistas. “A universidade possui cerca de R$ 50 milhões em dívidas trabalhistas. Já disse que não temos o INSS em dia e as contribuições sindicais estão na mesma situação. Abrimos 6 novos campi em 5 anos, com cerca de mil alunos e 240 professores, e podemos dizer que é com a adimplência principalmente do aluno da periferia que mantemos a Ucam”, falou Candido Mendes, ao longo do depoimento. O reitor afirmou ainda não ter ensino a distância na universidade, possuir plano de carreira para os docentes da Ucam; que professores que dão aulas na Simonsen e na Candido não possuem dupla vinculação; e que pagará as multas devidas. O deputado Paulo Ramos solicitou que a Ucam envie listagem dos magistrados que são professores da Ucam. E sobre demissões, Candido Mendes disse ter feito apenas uma demissão em 5 anos.
O relator Robson Leite também quis saber do reitor qual a relação entre a Ucam e as empresas CM1, CM2, e CM3, já que a Ucam é filantrópica e estas empresas têm fins lucrativos, além de saber também quem são os donos das empresas. Sem responder, Candido Mendes afirmou considerar a resposta irrelevante. Mas o deputado Paulo Ramos disse que solicitaria tal resposta à Junta Comercial. Ao receber a resposta, o presidente da CPI afirmou que se trata de “Candido Antonio Francisco Mendes de Almeida”, que não seria o reitor da Ucam, mas que será intimado a comparecer a uma oitiva.

O representante do Centro Acadêmico de Medicina da Universidade Gama Filho (UGF), Diogo Fuser do Carmo, relatou casos de assédio moral dentro da UGF e denunciou a insegurança dos alunos no aprendizado de Medicina. “Trago hoje um documento novo, que tira do aluno o direito de fazer a segunda chamada. Soubemos isso quando um aluno faltou por motivo de doença”, contou. “Também tivemos um aumento de 27,8% das mensalidades, que, se somados a uma retirada de até 16% de descontos, pode chegar ao montante de 40% de impacto nas mensalidades”, disse ele, denunciando ainda que parte dos alunos que estão tendo aulas teóricas deveriam estar em aulas práticas. “Mas, no papel, estão tendo aulas práticas”, afirmou.

Na visão do deputado Paulo Ramos, a oitiva desse dia 04 de outubro foi importante. “Na verdade, estamos vendo a possibilidade da existência de uma fachada, uma entidade filantrópica transferindo as responsabilidades efetivas para algumas empresas de sociedade anônima, mas que têm como dirigentes os mesmos da filantrópica. Vamos tentar compreender essa situação. Eles vão abrindo unidades e, simultaneamente, precarizando as relações de trabalho. Ao mesmo tempo que gera emprego, cria situações de conflito”, ponderou. Já para o deputado Robson Leite, “fica evidente quase que uma situação de réu confesso do professor Candido Mendes. E a apropriação indébita caracterizada, ou seja, uma série de crimes que muito incomoda aos professores e à sociedade, de maneira geral. Temos a obrigação de encaminhar isso para o Ministério Público. Um outro elemento que é importante também, e que temos que nos aprofundar agora, são as participações dessas empresas “CM1”, “CM2”... Na verdade, são uma espécie de empresas, quase como uma franquia da universidade. Tenho muita dúvida em relação à qualidade e à transparência. Como se cria esse vínculo? A Candido Mendes é uma empresa filantrópica, e essas “CM1, CM2 participações” não são, são empresas com fins lucrativos. Como é essa relação? Então isso tem que ser investigado e esse é o nosso trabalho a partir desse depoimento”, finalizou.

Décima primeira oitiva da CPI: 11/10, 10h30, sala 311, do Palácio Tiradentes

A próxima reunião será dia 11 de outubro, quinta-feira, às 10h30 na sala 311 da Alerj. Os depoentes serão Fernando Arduíni Ayres, diretor de “A Vez do Mestre”; Leonardo Torres, presidente do Centro Acadêmico da Candido Mendes e Igor Mayworm, representante da UEE-RJ.


Confira as fotos da décima reunião ordinária da CPI clicando aqui

Acompanhe o andamento dos trabalhos da CPI pelo site do Sinpro-Rio: www.sinpro-rio.org.br e/ou denuncie irregularidades pelo email cpiedusuperior@sinpro-rio.org.br

 Professor Candido Mendes
   Direito da UEERJ - Igor Mayword





 Presidente do SINPRO-RIO Wanderley Quêdo

 Diretor Antônio - SINPRO-RIO






Saudações

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CPI DO DIA 27 DE SETEMBRO DE 2012 - ALERJ * Justiça pode bloquear bens de grupo que administra universidade particular Descrição: A decisão pode ser tomada para garantir direitos trabalhistas. Em dezembro de 2011, 600 professores foram demitidos de duas universidades e não receberam os valores devidos pelas rescisões de contrato. A CPI que apura irregularidades em universidades privadas ouviu o presidente do grupo e uma representante do Ministério Público Federal do Trabalho. Data: Dia 14/09


CPI da Educação Superior privada ouve representantes da Universidade Estácio de Sá e da UEE-RJ

27/09/2012

A nona reunião ordinária da CPI da Educação Superior privada na Alerj aconteceu nesta quinta-feira, dia 27 de setembro. Presidida pelo deputado Paulo Ramos (PDT) e tendo como relator o deputado Robson Leite (PT), foram depoentes desta oitiva a reitora da Universidade Estácio de Sá, Paula Caleffi; o presidente da Mantenedora da Estácio de Sá, Rogério Frota Melzi; e o representante da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ), Gabryel Henrici. Também foram ouvidos outras representações estudantis, como Igor Mayworm, Flávia Calé e Caterine Oliveira.

A reitora da Estácio de Sá, Paula Caleffi, declarou que fica feliz em colaborar com a CPI. Ela esclareceu diversas questões ligadas à Educação à Distância (EAD) e foi bastante questionada pelo relator Robson Leite sobre a equiparação salarial entre tutores e professores, que solicitou documentos comprovando pisos dos tutores; já o deputado Paulo Ramos quis saber a quantidade de juízes e promotores no quadro docente da Faculdade de Direito, e a reitora também se comprometeu a enviar a documentação para a CPI. Sobre a quantidade de alunos em turmas de EAD, ela afirma que utilizam o padrão estabelecido pelo MEC e os pólos são oferecidos em espaços reconhecidos pelo ministério.

O presidente da Mantenedora, Rogério Frota Melzi, comentou os motivos pelos quais, na sua visão e segundo pesquisas, a EAD seria mais procurada do que os cursos presenciais. “A mensalidade EAD é metade do valor da presencial. No entanto, não é só por quem não pode pagar que a EAD é procurada, mas sim por quem tem dificuldade de locomoção, como indígenas e mães de criança pequenas”, afirmou. A reitora Paula Caleffi completou que “alguns cursos preveem atividades em laboratórios e, neste caso, eles são avisados de que precisarão estar presentes”, comentou.

Falando pelos estudantes, Gabryel Henrici, da UEE-RJ, fez um balanço sobre as aquisições de diversas IES. “Em nenhum momento prezam a questão da qualidade, prezam o lucro. E essa dinâmica tem que ser discutida primeiramente na visão do movimento estudantil. Nos conselhos universitários, a participação estudantil é pequena ou nenhuma. Não se dá, por exemplo, a partir do momento que o estudante entra nessas universidades, o processo democrático, quem é o reitor, quem é o responsável administrativo, por qual área... E esse processo é importante porque o estudante que entra hoje na universidade privada é, na maioria, trabalhador, que quer estudar, que querem ter essa educação”, argumentou.

Ele acrescentou que os dados que são mostrados, até hoje, do número de pessoas que adentram em uma universidade pública brasileira, são 14% de jovens de 18 a 24 anos e, na privada, é de 70%. “Essa discussão do que a gente pode fazer é uma discussão primordial. O Sinpro-Rio teve uma participação primordial na questão da CPI e das eleições em massa, acho que esse processo pode satisfazer e muito o diálogo com a sociedade do Rio de janeiro e trazer à tona esse processo que ainda é muito nebuloso e que ainda é pouco evidente, dessa discussão que é feita, porque não dá mais para ter esse crescimento desordenado de universidades privadas no Rio de Janeiro e no país, tem que ter um controle, porque se tem interesses exclusivamente privados”, concluiu o estudante.

O presidente do Sinpro-Rio, Wanderley Quêdo, externou preocupação com o Prouni e as Colaps. “A questão dos prounistas dentro das universidades privadas, talvez seja uma questão das mais precarizadas. O prounista, às vezes, é colocado na parede, jogado de lá pra cá, são casos difíceis de ser caracterizados, de uma situação que às vezes é secundária dentro do nível acadêmico. Nos encontros que tive com a UNE, inclusive em um congresso, tive oportunidade para falar com mais de 500 alunos prounistas do Brasil inteiro e ficou evidente a importância desse projeto e da utilização política e econômica do projeto por parte de grande parcela do patronato nacional. Então existe uma prerrogativa que é necessária, que é a Conap. E nós temos nos desdobrado para ver as questões da Colaps. Essas comissões têm que ser compostas por estudantes, eleitos, professores eleitos, trabalhadores e gestores, e movimento social que esteja organizado dentro daquela comunidade acadêmica”, finalizou.

O deputado Paulo Ramos considerou positiva a reunião deste dia 27. “Sabemos que a Estácio, vamos dizer, é a mais estruturada. A Estácio de Sá representa uma espécie, digamos assim, de modelo mais refinado do que se pretende com Educação Superior privada, inclusive na questão da educação à distância. Receberemos algumas informações adicionais”, afirmou.

Décima oitiva da CPI: 04/10, 10h30, sala 311, do Palácio Tiradentes

A próxima reunião será dia 04 de outubro, quinta-feira, às 10h30 na sala 311 da Alerj. Terá como testemunha convocada o reitor da Universidade Candido Mendes, professor Candido Mendes; Rafael Collado, presidente do Centro Acadêmico de Medicina da Universidade Gama Filho (UGF) e o representante da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ), Igor Mayworm. O presidente da CPI, Paulo Ramos, também convidou as representações estudantis da sessão do dia 27 para retornarem na oitiva do dia 04.

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Acompanhe o andamento dos trabalhos da CPI pelo site do Sinpro-Rio: www.sinpro-rio.org.br e/ou denuncie irregularidades pelo email cpiedusuperior@sinpro-rio.org.br.
 
 
DEPOIMENTO DOS GESTORES NA CPI DE 14 DE SETEMBRO DE 2012 - ALERJ


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DECISÃO DO TRIBUNAL AMENIZA DÍVIDA DE INSTITUIÇÃO SUPERIOR ATRAVÉS DE PARCELAMENTO DOS DIREITOS TRABALHISTAS EM ATÉ 9 ANOS.
Universidade Candido Mendes 

Dívidas estimadas em cinquenta milhões





 





TUDO IGUAL... "Continua como Dantes no quartel D'Abrantes"